O discurso é a janela da alma do político. O ato de discursar é inerente à função pública e não há como fugir dele. Já conheci políticos que odiavam o microfone e outros que dariam tudo por uma oportunidade de falar em público.
Diante disso, quem almeja a vida pública deve estar preparado para se dirigir a plateias, telespectadores, ouvintes, internautas e demais públicos. E, para não passar vexame ou virar motivo de meme nas redes sociais, o ideal é se preparar bem para falar de forma clara e confiante.
Reinaldo Polito, no livro Como Falar Corretamente e Sem Inibições, afirma que falar bem não é um dom e nunca é tarde para aprender a falar melhor em público. Nesse mesmo sentido, Dale Carniege, em Como Falar em Público e Encantar Pessoas, diz que ninguém nasce um grande orador: você se torna um grande orador.
No entanto, falar bem não é tudo se não houver conexão com quem ouve. Dale Carniege nos traz o exemplo do orador americano Russel Conwell que sempre que ia discursar em uma cidade, chegava bem antes e ia falar com pessoas comuns da localidade com o objetivo de conhecer as historias delas, seus problemas e suas esperanças. Uma boa comunicação somente será eficiente se a sua fala se tornar parte dos ouvintes e, quem sabe, futuros eleitores.
Estilos de oradores
O escritor Dale Carnegie ainda observa que discursos e apresentações têm apenas três propósitos: informar, entreter ou inspirar à ação, sendo este último o mais frequente.
No Brasil contemporâneo, podemos sublinhar dois líderes antagônicos: Lula e Bolsonaro. Eles são frequentemente analisados pela maneira como se expressam em público, especialmente quanto ao vocabulário e à comunicação não verbal que utilizam para mobilizar suas bases eleitorais com grande eficiência.
